À frente de um dos projetos gastronômicos mais inovadores que o Amapá pretende apresentar com a reinauguração do seu maior monumento turístico está o empresário paraense radicado no estado Marcelo Fiel.
E conhecer a trajetória de quem está por trás do projeto ajuda a compreender a dimensão do que está sendo preparado para o Monumento Marco Zero do Equador.
Marcelo Fiel é Mestre Cervejeiro, Beer Sommelier, especialista em torra de café, administrador de empresas e cientista de dados. Mas são principalmente os projetos que desenvolveu ao longo de sua trajetória que ajudam a dimensionar sua contribuição para a história da cerveja artesanal no Amapá.
Foi pelas mãos de Marcelo Fiel que nasceu, em 2016, a Trina Cervejaria, a primeira fábrica de cerveja artesanal do Amapá, colocando definitivamente o estado no mapa cervejeiro brasileiro.
Naquele momento, falar em cerveja artesanal no Amapá ainda significava apresentar ao consumidor um universo praticamente novo. Marcelo ajudou a introduzir diferentes estilos, escolas cervejeiras, ingredientes, aromas e experiências sensoriais em um mercado até então fortemente marcado pela padronização das grandes cervejarias industriais.
Mas o pioneirismo não ficou restrito à produção.
Marcelo também fundou uma das primeiras iniciativas do Amapá concebidas dentro do modelo que hoje conhecemos como startup, em uma época em que o próprio termo ainda era pouco utilizado no estado.
Foi quando tecnologia e cerveja passaram a caminhar juntas.
A Trina revolucionou a experiência de consumo ao introduzir uma estação tecnológica de autosserviço, permitindo que o próprio consumidor escolhesse a cerveja, determinasse quanto desejava servir e pagasse proporcionalmente pelo volume consumido.
A inovação alterava uma lógica tradicional: em vez de simplesmente pedir uma cerveja, o consumidor passava a experimentar, comparar estilos e construir a própria degustação.
Era cerveja, mas também era tecnologia, comportamento de consumo e experiência.
DA CERVEJA PARA A CULTURA BRASILEIRA
A trajetória de Marcelo Fiel também atravessou a música e a cultura.
Ao longo dos anos, produziu cervejas e desenvolveu projetos relacionados a grandes nomes da música brasileira, entre eles Ney Matogrosso, Gonzaguinha, Fernando Brant e Patrícia Bastos.
Cada projeto reforçava uma característica que se tornaria recorrente no trabalho da Trina: a cerveja não deveria carregar apenas sabor; deveria carregar história.
Essa relação entre cerveja e cultura produziria ainda outro capítulo singular.
Pelas mãos do artista plástico amapaense Augusto Leite, Marcelo Fiel foi retratado em uma obra em sua homenagem que chegou a ser exposta em Paris, no circuito artístico ligado ao Museu do Louvre.
Era uma trajetória improvável para alguém que, anos antes, havia decidido construir no extremo Norte do Brasil uma fábrica dedicada a uma cultura cervejeira que praticamente começava a nascer no estado.
Somadas, essas experiências fizeram Marcelo Fiel se consolidar como uma referência ligada à cerveja artesanal, reunindo produção, conhecimento técnico, análise sensorial, tecnologia, inovação, empreendedorismo e cultura.
E é justamente toda essa bagagem que ele pretende colocar agora a serviço de seu projeto mais ambicioso.
O NOVO DESAFIO: O MARCO ZERO DO EQUADOR
Fundador da Trina Cervejaria, Marcelo teve seu projeto aprovado junto ao Governo do Estado do Amapá para instalar a nova operação no Monumento Marco Zero do Equador.
A proposta vai muito além da reabertura de uma cervejaria.
A nova Trina foi concebida como uma experiência integral.
Cervejaria, gastronomia, café, música, tecnologia, cultura e turismo fazem parte de um único projeto e de uma única operação: a Trina.
O objetivo é aproveitar uma característica que nenhum investimento, tecnologia ou estratégia de marketing seria capaz de fabricar: a Linha do Equador passando pelo local.
É sobre essa singularidade que Marcelo pretende construir uma experiência capaz de contribuir para transformar o Marco Zero em um cartão-postal de projeção mundial.
UMA CERVEJARIA NO MEIO DO MUNDO
A localização não será apenas cenário.
Ela será parte do produto.
A Linha do Equador será incorporada à arquitetura, à comunicação, às cervejas e à experiência do consumidor.
A estação de cervejas materializa essa ideia.
De um lado estarão as Cervejas Boreais, representando o Hemisfério Norte.
Do outro, as Cervejas Meridionais, representando o Hemisfério Sul.
E exatamente no encontro entre esses dois mundos estará a Cerveja Equatorial.
A geografia cria, assim, uma experiência que poucas cervejarias poderiam sequer imaginar e que, no Marco Zero, acontece de forma autêntica.
A Trina poderá fazer ao visitante uma pergunta simples, mas poderosa:
DE QUE LADO DO PLANETA VOCÊ QUER BEBER SUA CERVEJA?
No Hemisfério Norte?
No Hemisfério Sul?
Ou exatamente no Meio do Mundo?
A FÁBRICA DEIXA DE SER BASTIDOR
Outro elemento importante será a integração entre produção e experiência.
A fábrica fará parte do ambiente.
Grandes áreas envidraçadas permitirão ao visitante observar equipamentos, tanques e parte do processo de produção enquanto estiver no salão.
Aquilo que normalmente permanece escondido nos bastidores de uma indústria será apresentado ao consumidor.
A intenção é mostrar que por trás de cada copo existem ciência, conhecimento e precisão.
Água, malte, lúpulo e levedura encontram temperatura, tempo, fermentação e maturação até se transformarem em cerveja.
Na nova Trina, a fábrica também será atração.
E A EXPERIÊNCIA NÃO TERMINA NA CERVEJA
O projeto concebido por Marcelo Fiel para o Marco Zero não é simplesmente uma cervejaria com restaurante.
É uma experiência gastronômica completa sob uma única identidade.
Tudo será Trina.
Cerveja, gastronomia, café, música, tecnologia e cultura fazem parte do mesmo conceito.
A experiência com café, por exemplo, também nasce da formação de Marcelo como especialista em torra.
A proposta é levar para esse universo a mesma filosofia utilizada na cerveja: aproximar o consumidor do processo e permitir que ele compreenda aromas, sabores, matérias-primas e transformações.
O visitante poderá chegar ao Marco Zero para conhecer a Linha do Equador e encontrar motivos para permanecer.
Conhecer a fábrica.
Experimentar diferentes cervejas.
Descobrir novos estilos.
Acompanhar experiências relacionadas ao café.
Experimentar a gastronomia.
Ouvir música.
Contemplar o monumento.
E atravessar os dois hemisférios.
TRANSFORMAR UM MONUMENTO EM DESTINO
É nesse ponto que a visão de Marcelo Fiel ultrapassa as portas da própria Trina.
O objetivo declarado é contribuir para transformar o Marco Zero do Equador em um cartão-postal de projeção mundial.
O monumento já possui aquilo que muitos destinos turísticos investem milhões tentando construir: uma identidade impossível de reproduzir.
A Linha do Equador está ali.
O desafio é transformar essa singularidade em uma experiência suficientemente forte para fazer com que as pessoas não apenas conheçam o Marco Zero, mas desejem viajar para conhecê-lo.
“Não quero simplesmente reabrir uma cervejaria. Quero contribuir para transformar o Marco Zero do Equador em um cartão-postal mundial. Temos uma condição geográfica que nenhum projeto de marketing conseguiria fabricar. Estamos no Meio do Mundo. Precisamos transformar essa singularidade em experiência.”
UM PROJETO IMPOSSÍVEL DE COPIAR
Talvez seja essa a maior força da proposta.
Uma cervejaria pode ser construída em qualquer cidade.
Equipamentos podem ser comprados.
Uma estação tecnológica pode ser reproduzida.
Uma fábrica envidraçada pode ser construída.
Um grande projeto gastronômico pode surgir em São Paulo, Nova York, Londres ou Paris.
Mas ninguém consegue transferir a Linha do Equador.
Ela já está ali.
E passa exatamente pelo lugar onde essa experiência será construída.
Dez anos depois de fundar a primeira fábrica de cerveja artesanal do Amapá, Marcelo Fiel volta a apostar no mesmo princípio que marcou sua trajetória: fazer diferente antes que o diferente se torne comum.
Desta vez, porém, o desafio é maior.
Não é apenas apresentar uma nova cerveja.
Não é apenas reabrir a Trina.
É utilizar cerveja, gastronomia, café, ciência, tecnologia, cultura e entretenimento para ajudar a transformar uma das maiores singularidades geográficas do Amapá em um produto turístico de alcance internacional.
Se a proposta alcançar a dimensão para a qual foi concebida, a parceria entre o Governo do Estado do Amapá e a Trina Cervejaria poderá entregar algo que vai além de um novo empreendimento gastronômico.
Poderá apresentar ao Brasil e ao mundo uma nova maneira de viver o Marco Zero do Equador.
Uma experiência criada no Amapá.
Construída sobre a Linha do Equador.
E impossível de ser reproduzida em qualquer outro endereço.
No Amapá. No Marco Zero. No Meio do Mundo.




